2020: o ano da energia solar

A instalação de sistemas de energia renovável, em terrenos ou telhados de casas e edifícios, deve atrair investimentos de 16 bilhões de reais neste ano, quase três vezes mais que em 2019.

Movimentando um mercado fortemente aquecido que envolve desde importações de equipamentos da China e fábricas locais até grandes elétricas e fundos, além de um amplo universo de empresas menores.

A gigante chinesa BYD, por exemplo, que produz desde carros elétricos até baterias para celulares, decidiu dobrar as atividades em suas instalações em Campinas, a pouco mais de uma hora de carro da pequena usina em Porto Feliz, para suprir parte da enorme demanda por módulos fotovoltaicos para empreendimentos de geração distribuída no Brasil.

Rumo a 5,4 GW

“Vamos estar das 6h da manhã até 1h da madrugada do outro dia, praticamente 20 horas por dia de produção, para poder entregar painéis solares para um mercado que vem crescendo… a gente acredita que 2020 vai ser o ano da energia solar fotovoltaica no Brasil”, disse à Reuters o diretor de Marketing e Sustentabilidade da empresa, Adalberto Maluf.

Somente neste ano, as novas instalações da tecnologia, conhecida pela sigla “GD“, devem agregar cerca de 3,4 gigawatts em capacidade no Brasil, somando ao fim de 2020 cerca de 5,4 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), o que fará dela a fonte com maior crescimento no país no ano, à frente das tradicionais hidrelétricas e dos parques eólicos.

Consumidores, de outro lado, são atraídos não somente pelo retorno oferecido, mas pelo conceito da energia renovável, que tem crescido a taxas muito mais altas no exterior. Com um gasto de 12 mil a 20 mil reais, é possível ter um sistema residencial de geração distribuída que pode durar um quarto de século, enquanto o investimento se paga em aproximadamente quatro anos.

O potencial do Brasil, um país de dimensões continentais e clima amplamente favorável à geração solar, atrai assim a atenção de gigantes globais.

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Mercado Novo

De outro lado, os negócios atraem desde companhias multinacionais e locais do setor elétrico com atuação no Brasil até pequenas empresas e startups. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) estima que mais de 17 mil empresas já atuam no segmento, incluindo fabricantes, distribuidores e instaladores.

“Como é um mercado novo e que está chamando muito a atenção, existem muitos novos entrantes, até empresas que já faziam instalações elétricas industriais, por exemplo, e agora instalam painéis solares”, disse o presidente da ABGD, Carlos Evangelista.

“O crescimento no Brasil parece grande, mas não chega nem perto do que está acontecendo na China, nos EUA, na Austrália, que já superaram 2 milhões de instalações”, disse o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. O Brasil tem atualmente 189 mil sistemas de GD.


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Polêmica presidencial

Em meio ao forte crescimento da GD, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs cortar alegados subsídios concedidos para quem adota a tecnologia, temendo aumento de custos para os consumidores de energia em geral.

A iniciativa gerou revolta entre investidores do setor, e em novembro passado centenas de representantes da indústria compareceram a uma reunião do regulador Aneel para discutir a possível mudança de regras usando capacetes amarelos, em protesto.

O movimento acabou ganhando apoio do presidente Jair Bolsonaro, que criticou duramente a agência por “querer taxar o sol”. Em meio à polêmica, um projeto de marco legal para a geração distribuída prevê manter os incentivos à tecnologia, apenas com uma redução gradual e bem menos acentuada que a proposta pela Aneel.

O embate sobre o futuro da geração distribuída, no entanto, não terminou –o projeto de regulação para o segmento, do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), ainda precisa ser deliberado pelo Congresso, enquanto alguns seguem defendendo o corte dos incentivos.

Nos cálculos da Aneel, a mudança proposta para as regras atuais de GD evitaria custos estimados em 55 bilhões de reais até 2035 para consumidores que não usam a tecnologia.

Atualmente, os adeptos desses sistemas de geração podem abater toda a produção própria de energia da conta de luz. Pela proposta da Aneel, taxas pelo uso da rede elétrica e encargos passariam a ser descontados desses créditos. A agência alega que os custos não pagos por quem é suprido por painéis solares acabam cobertos pelos demais consumidores.

A Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas (Secap) do Ministério da Economia apoiou a visão da agência reguladora –em estudo, defendeu que as regras atuais geram “distorções” e representam “subsídio regressivo”, ao impactar as contas de luz de famílias mais pobres, enquanto o investimento nesses sistemas é geralmente restrito a consumidores de alta renda.

Coronavírus

A concentração de fábricas do setor solar na China, no entanto, acende um sinal de alerta para a indústria de geração distribuída do Brasil, devido à recente disseminação de um novo coronavírus no país oriental.

Para tentar conter a epidemia, em janeiro, empresas em regiões mais atingidas ainda não retomaram totalmente as atividades. O que afeta desde fábricas de painéis fotovoltaicos a produtores de insumos dos equipamentos.

Por enquanto, os impactos ainda não têm sido sentidos no mercado brasileiro porque muitos distribuidores locais dos equipamentos costumam acumular estoques nessa época devido ao Ano Novo Lunar, disse uma fonte do setor que falou sob anonimato.

Mas o gerente-geral da Canadian Solar para América Latina, Hugo Albuquerque, disse à Reuters que a situação pode mudar mais à frente, uma vez que entregas chinesas no país só devem começar a se regularizar em meados de abril, mesmo período em que os estoques de muitos fabricantes e distribuidores estarão chegando ao fim.

“O mês de abril e o começo de maio serão fortemente impactados pelo coronavírus, porque a produção não será suficiente para a demanda que existe no Brasil nesses meses”, afirmou.

Ele tem sugerido a clientes que antecipem as compras de módulos para evitar atrasos.

“Quem ainda não fez os pedidos para o segundo trimestre, que o faça urgentemente, pois em maio e junho, apesar de termos muitos módulos chegando ao Brasil, a demanda estará aquecida em virtude da falta de módulos em abril e início de maio. Infelizmente todos os fabricantes serão afetados!”, alertou o executivo em nota enviada a clientes e vista pela Reuters.


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Fonte: Extra – Adaptado por RIC Komeco

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